sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Um ano pra recordar

Fazendo um balanço, eu diria que valeu. Cada minuto, cada segundo, valeu tudo. Ora surpreendentemente alegre, ora insuportavelmente dolorido. Assim foi meu ano.
Neste ano experimentei como nunca a solidão. Comecei minha vida aqui no Rio sem a Erika, que me fez companhia durante todo o ano passado. Não peguei aulas, pois encerrei meus créditos do mestrado. Descobri que dividir alegrias é mais difícil que dividir tristezas. Muitas vezes minhas alegrias ficavam menores, por não ter quem vibrar por mim. E também não tive com quem dividir fraquezas, pois não conseguia aceitá-las. Quanto mais eu tentava aparentar dureza, mais elas me consumiam.
Perdi minha avó paterna. Não preciso explicar a dimensão dessa perda.
Estive como nunca em São Paulo no segundo semestre. Passar mais tempo com minha família e me aproximar dos meus primos grandes e pequenos foi impagável. Tomar chazinho e comer a deliciosa comida da minha tia acompanhada das infinitas conversas também. Morar fora de casa me fez sentir muito mais falta de alguma presença familiar por perto.
Fiz um teste no dia do meu aniversário e consegui o papel no filme "Um amor do outro lado do mundo". Fiz uma viagem inesquecível à China. Fiquei maravilhada em ver paisagens surpreendentes, hábitos tão diferentes e encontrar muito de mim por ali. No fim do ano continuamos as filmagens no Rio e me desafiei, me entreguei e me consumi.
Pela primeira vez na vida, fiz exercício físico com algum entusiasmo. Passei a caminhar no Maracanã com a Luana e a Euri e eventualmente algumas presenças esporádicas, como a Suzana, a Iasmine e a Raquel. Tomamos água de coco como se encontráramos um oásis.
Ganhei alguns sobrinhos. A Nina, da Tati, o Pedro Vinícius, da Maíra, e o Apolo, da Geórgia, ainda por vir. Vibrei por todos. Fui madrinha de casamento da Georgia e do Leo. Fiquei feliz ao ver minha prima Taís com um novo amor. Constatei que realmente "verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo com longas distâncias", com a Júlia, Maria Cristina e todos os outros.
Perdi minha bolsa de mestrado. Tracei planos para o próximo ano, animei-me com novas perspectivas.
Amanhã busco a Marina na rodoviária para passarmos o Reveillon juntas e também gravo comercial para o Banco do Brasil. Pelo que tudo indica, o ano se encerra perfeito, fazendo tudo valer. E ano que vem ainda será melhor.

Um comentário:

Danilo Ruas disse...

Que voltas o mundo deve ter dado para que você viesse ao mundo, Lian? Vi uma foto em preto e branco de sua avó. Como ela era bonita!