quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Batatinha quando nasce...


A foto ao lado é do desenho das batatas que a Georgia fez no primeiro ano de faculdade. Se alguém conseguir me identificar...
Resolvi postar as batatas porque hoje me bateu uma certa nostalgia. Enquanto escrevia a dissertação, fiquei escutando umas músicas que me traziam de volta a sensação de muita coisa, mas de nada específico. Algo de passado. E de aconchego.
Músicas que escutávamos quando tínhamos grupinho de teatro com o Altair no meu prédio. Músicas que passei para meus alunos quando dava aula na Hoffmann.
À noite fomos ver o eclipse na laje. Não tinha nem sinal da lua, mas ficamos um tempo lá conversando. Víamos lá de cima um mendigo parado em frente ao saco de lixo. Quando paramos de olhar, ele se sentiu à vontade para revirá-lo. Depois parou um carro e desceram dois caras, aí o mendigo foi embora. Fiquei penalizada com a vergonha dele.
Hoje, quando dormi, sonhei que tinha várias verrugas na orelha. E que minha testa estava inchada e vermelha, de um jeito quase monstruoso.
"Eu hoje tive um pesadelo, mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente, passado ou futuro.
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim.
De repente a gente vê que perdeu ou que está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos ou anos atrás."
(Cazuza)
Quem conhece a música vai notar uma diferençazinha no final. A letra original, do Cazuza, diz "há minutos ou anos atrás". Quando foi músicada pelo Frejat, ficou só "há minutos atrás", o que muda todo o sentido. Prefiro a do Cazuza, que diz respeito não só a algo que acabou de acontecer, mas a tudo que está no passado.

3 comentários:

Maria Cristina disse...

Nossa, essa música é nostálgica sem explicação... rs.. engraçado, ontem eu passei na porta do Bazar Paulistinha e estava tocando esta música...

Julia disse...

nossa, esqueci de ver o eclipse...

Maria Cristina disse...

Júlia, aqui em Goiás não deu pra ver pq estava chovendo... kkkk