domingo, 17 de abril de 2011

Efêmero

Eu queria saber se é normal sentir essa tristeza sempre que estou muito feliz. Se é normal querer chorar quando o dia está bonito ou quando o céu fica vermelho. Eu sinto a passagem do tempo e a passagem das coisas. E preciso ser nada menos do que infinita, para conter tudo que não me basta. Eu tenho medo do futuro, não por temer o sofrimento. Eu tenho medo de tudo lindo que me virá, porque isso também passa. E são os dias infinitos os que mais me doem, porque não cabem. Eu quero conter todos os efêmeros em um só dia e viver sua eterna repetição. Mas posso viver tudo e todos e sempre?

10 comentários:

Alice in Wonderland disse...

Dizem que quando realizamos um sonho, quando vivemos alguma coisa que sempre desejamos, dá um vazio etranho. um medo de perder tudo de repente e não ser mais tão feliz. Mas o seu sucesso está na certeza que mereceu, no que fez para chegar onde está, naquilo que aprendeu, os amigos que conquistou, tudo o que realmente se viveu. Tenho certeza que você merece ser cada vez mais feliz. Continue sonhando, buscando e batalhando como sempre fez, sempre com essa alegria boa e contagiante! A vida é isso! Beijo amiga!!!

Ana disse...

Lian, como seria bom poder eternizar os bons momentos, transforma-los em infinitos, por mais infinitos que já sejam em nossa tela mental.

Julia Lemos disse...

Acho que essa vontade de engolir o mundo é sentimento de infinito e de resolução. Eu sei bem o quanto isso pode doer. Tudo de uma vez agora! Talvez porque o presente seja muito bom, há um sorimento em abrir o embrulho devagar, sem rasgar o papel. Mas não adianta. Nada se resolve definitivamente, nada se preenche completamente. A filosofia oriental vive elogiando a capacidade de não buscar experimentar o máximo de prazer de uma só vez. E eu acho interessante essa idéia. Diante de uma grande expectativa de completude, acho que é também bom tentar deliciar-se com o vazio. Pra não esquecer que ele sempre estará ali de alguma forma e conviver com a plenitude na inclusão do negativo.

Ivan Bueno disse...

Lian,
A profundidade das suas reflexões às vezes cala fundo. Gosto muito do seu estilo!
Essa dicotomia de sentimentos relatada no seu "Efêmero" é algo extremamente humano. Acho que a gente sempre teme, mas em especial quando é o "efêmero bom", pois no topo se teme a queda, no raso se almeja o topo, e assim vivemos a vida cheia de sentimentos antagônicos e humanos.
Nossa, isso faz pensar um monte! Bom... Pensar é bom, mesmo que doa às vezes.
Beijo grande,

Ivan Bueno
blog: Empirismo Vernacular
www.eng-ivanbueno.blogspot.com

Maria Cristina disse...

Nossa, dá para "retuitar" a Alice e a Júlia? Isso tudo é medo do desconhecido... ou do conhecido!

bjoss

Dr. Carlos André (Psicanálista) disse...

Parabéns..! Como é bom poder se expressar, sem medo das criticas, dos criticos... se todos tivessem coragem de dizer realmente o que sentem , o mundo não estaria se destruindo... É BOM SENTIR-SE LIVRE PARA FALAR E PARA PENSAR...

Ricardo de Almeida Rocha disse...

Oi, Liam...
somos vizinhos, de blog...
O meu é imediatamente anterior.
Quanto ao post, bem, o hábito torna tudo aparentemente gasto, o efêmero se eterniza pela renovação - se é passageiro, é de alguma forma eterno

nilva disse...

ola!
vc é d escorpião::???]

nilva disse...

vc é de sorpião??

nilva disse...

A felicidade é um estado de esprito
sentimos .... e , ou ão....
basta irmos buscar os fragmentos desta vida para sentir , buscar.....
ou não.