sábado, 2 de maio de 2009

Coleção

Começou quase sem querer. Eu pegava foto de um, foto de outra... quando vi, estava colecionando fotos 3X4. Já tentara colecionar outras coisas, mas acabava invariavelmente deixando de lado. Hoje contei 128. São poucas, para uma coleção que, mesmo despretensiosamente, começou há uns dez anos. De vez em quando tiro todas da gaveta e fico revendo-as. Têm sua vida, sua época, sua história. De algumas pessoas, tenho várias fotos. Comparo-as, por vezes impressionada com as mudanças que o tempo imprime nos rostos de cada um. Pessoas que há muito saíram da minha vida. Pessoas que permanecem. Pessoas que saíram, mas sempre permanecerão. Cachorros, gato. Sim, também deles tenho fotos 3X4.

Hoje resolvi fazer um álbum para minha coleção. Fiquei recortando papéis coloridos e ressuscitei os adesivos de dupla face especiais para fotografia que havia comprado tempos atrás. Separei as fotos por tipos de relações e épocas. Família, amigos de colégio, de faculdade, do Rio de Janeiro... Tarefa que deu dor nas costas e prazer na alma. Depois fiquei o dia inteiro apreciando meu álbum. Vendo e revendo, folheando.

Ah, aceito mais doações para minha coleção!!!

4 comentários:

Eduardo Sartorato disse...

Falta a minha!! rsrsrsrs.... Da próxima vez que nos encontrarmos eu te darei uma. Coleção é tudo de bom, pena que eu nunca consegui engrenar em uma!!

beijão!!

Mayara Vila Boa disse...

Oi, Lian!
Que bom que gostou do meu texto. Espero que volte para ler mais no blog...
Desde que você deixou seu comentário tenho lido seus textos. Gostei muito. Tudo muito simples e divertido. Parabéns!
Sua coleção de fotos 3x4 me lembrou "O fabuloso destino de Amèlie Poulin".
bjos

Maria Cristina disse...

ah, quero ver tudo organizadinho, livre de caixinhas de fósforo hahahah bjos

Graziela Andrade disse...

Passei aqui por acaso, para dar uma fuçadinha no blog, quando me deparei com suas palavras autobriográficas e me encantei.
Sua meneira de escrever fez com que eu relegasse a segundo plano um bocado de prioridades em meus trabalho, mas não me rendi aos seus relatos.
Se algum dia ousar escrever um livro, por favor me comunique. Certamente, será um daqueles que lia e escondia para nunca concluí-lo.
Graziela Andrade