terça-feira, 17 de março de 2009

A eternidade

Percebi que a morte é assunto recorrente em meu blog. Mas juro que, quando falo em morte, estou falando de amor. Assunto que ciclicamente me espanta. A finitude desse algo infinito. Recentemente descobri que o amor faz a morte absurda. A arte a torna suportável.

E se eu vivesse 100 anos...

Cem anos é pouco. É quase nada.

A eternidade me bastaria. Se fôssemos eternos, não haveria despedidas. Viveríamos todas as vidas possíveis, todos os amores possíveis. Nos desencontraríamos tranquilamente, com a garantia de que haveria um reencontro mil anos depois, milhões de anos depois.

Mas, se fôssemos eternos, o que seríamos? Com certeza nada do que reconhecemos como humano. Amaríamos, ainda assim, na nossa inumana forma?

Mas 100 anos... O que se faz em 100 anos? É pouco. É muito pouco...

3 comentários:

Alice disse...

oi linda
só pra te falar de mais um blog:
www.banheirofeminino.blogger.com.br
Bjão!!

Marislova disse...

Que coisa engraçada. Li seu scrap. Atendi ao telefone e fiquei horas falando com uma amiga. Entre outras coisas, falamos muitas vezes sobre morte. Como nova convertida, virava e mexia eu me pegava falando sobre a minha ex-paixão proibida:a astrologia. Desliguei e voltei pro PC. Fui responder seu scrap. Notei que vc tinha vários sites indicados no seu perfil, achei seu blog e tava eu aqui lendo vc escrever da recorrência da morte em suas postagens. Será que a morte não é um dos seus medos inconscientes (quer dizer, pode ser consciente tb....afinal nem li o que vc vive postando aqui..risos) já que vc é Touro e seu signo sombra é Escorpião que representa no zodiac a morte?
Será?
Foi uma grata surpresa saber que além de atuar, pintar, bordar e dançar vc tb é uma ótima escritora.
Sucesso sempre, amiga.
Beijos

thiemi disse...

se vivessemos mais de cem anos e quem dirá, se vivessemos a eternidade, não daríamos valor a vida, sendo uma tênue linha que separa a vida da morte, mas um abismo de distância que nos dá pela morte um brilho a vida.