sábado, 26 de janeiro de 2008

Jogos de linguagem

Houve uma época em que, quando eu conversava com a Júlia, não importava sobre que assunto fosse, ela concluía: "isso é questão de jogo de linguagem". E era. Viva Wittgenstein. Entender que o sentido das palavras reside em seus usos e varia a cada jogo de linguagem resolveria vários conflitos. Tentar entrar no jogo do outro, interpretar o que o outro diz na linguagem dele, em vez de dar uma sentença baseada em sua própria, também.

Pois uma coisa que me cansa muito é entrar em infinitos desentendimentos por conta da linguagem. Por exemplo: não é que consegui levar dois pitos de pessoas que não faço idéia de quem sejam, em meu próprio blog, por falar em "'showzinho' da Isabella Taviani"?!! De acordo com eles, é um showzaço, pois ela é o máximo, isso e aquilo. E quem disse que não é?!! Tenha a santa paciência! Poderia ser a maior celebridade, a mais bela voz e o c..., mas se cantasse com um violãozinho e o aconchego de um monte de almofadas para nos acomodarmos, seria SHOWZINHO e pronto!!! Preciso explicar que "inho" não é desconsideração, mas que dá a idéia de aconchego?

Enfim, tenho que entender que ninguém nasce sabendo e muito menos convivendo comigo, para ter que entrar nos meus jogos de linguagem. Mas para quem joga frescobol ( quem fala minha língua vai entender...), a negociação linguística é até interessante. Debater o que cada um entende por uma expressão e se interessar por entender a linguagem do outro. "Ah, quando eu uso tal palavra eu quero dizer isso. Você quer dizer aquilo? Ah, sim." É um exercício de compreensão.

Mas bom mesmo é quando você encontra aquelas raríssimas pessoas com quem há um entendimento imediato. A minha é a Júlia. A conversa flui naturalmente. Nas pouquíssimas vezes em que trava, a gente debate até entender a língua da outra. A gente sabe que é tudo questão de jogo de linguagem...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Deu pizza!


Hoje fomos a um rodízio de pizza maravilhoso, aonde a Karine há uns dias já prometia nos levar. Nesta foto ainda éramos moças civilizadas e decentes, porque quando as pizzas começaram a chegar, foi uma loucura só! Pra começar, o primeiro sabor que me serviram era mousse de morango. Eu preferiria ter começado com uma pizza salgada, mas recusar mousse de morango? Depois apareceram com mousse de maracujá e eu também aceitei. Quando me ofereceram mousse de manga, aí foi demais. Recusei com o coração na mão. Comi pizza de camarão, de palmito, de coração de galinha (!), de strudel, salada de frutas, banana split, sem contar, é claro, todas as mousses. Delícia!

sábado, 19 de janeiro de 2008

Parece até mentira...

É incrível, fico até chocada. Eu digo meio brincando que tenho super-poderes, mas estou começando a acreditar! Não é que lavar o cabelo faz chover de verdade?!! Sempre acontece! O tempo pode estar todo dia quente. Quando lavo o cabelo, chove. Eu saio do banho ouvindo trovoadas!

Sei que é um poder que herdei de família. Da minha mãe, mais especificamente. Mas com ela é levemente diferente. Em vez de lavar o cabelo, ela lava o carro.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Sem ventilador... morro de calor.
Com ventilador...fico resfriada.

Oh, dúvida cruel! Por enquanto, estou resfriada...

domingo, 13 de janeiro de 2008

Reconquistando meu espaço...literalmente!

Para surpresa e felicidade geral, hoje tomei vergonha na cara: resolvi arrumar meu quarto antes que a bagunça me expulsasse. Primeiro fui ao Extra e comprei um ventilador e um filtro solar, para sobreviver ao verão carioca. Depois fui andando pelo quarto com uma caixa na mão e o cesto de lixo na outra. A primeira era para os papéis que poderiam vir a ser úteis um dia. O segundo, nem preciso dizer. Pois bem, descobri que sou uma acumuladora maluca. Noventa por cento dos papéis que eu guardava eram completamente inúteis. Tinha papéis e papéis do Itaú (que manda mais correspondência que a Seleções), comprovantes de banco já desbotados, bilhetes de avião cujo vôo há muito havia sido realizado, entradas de teatro, cinema, etc. e etc. Bagunça que não acaba mais. E não acaba mesmo. Até agora não consegui terminar a organização e pelo jeito não vai ser hoje. Uma pena, pois não sei que outro dia vou acordar disposta a arrumar o quarto. Costuma ser um acontecimento raro. Mas acho que minha pressão caiu. Estou me sentindo tonta e fraca. Vou tomar um banho e me deitar. Não fosse isso, eu já acabaria com a bagunça. Acho que arrumação me adoece...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008


Natal dos amigos

Com um pouco de atraso, quero falar aqui sobre o Natal dos Amigos. Peço desculpas por não haver fotos, já que ainda não consegui baixá-las, e pela atual falta de assiduidade com o blog, pois Goiânia me deixa meio distraída com as questões virtuais.

Dia 5, sábado passado, comemoramos aqui em casa nossa festa de Natal dos Amigos.
Quando os primeiros convidados começaram a chegar, tudo se dissipou: o cansaço, o desânimo... foram substituídos por uma eufórica alegria que durou a noite inteira. Fiquei olhando a chegada dos amigos, os velhos e os novos: Jaílton e Fran, Taís, Erika e Cleiton, Erika e Rodrigo, Júlia e Fernando, Jade, Renata, Elisa, Letícia, Leandro, Dani, Nel, Altair (!!), Georgia, Leo e Apolo, Eduardo, Maria Cristina e Renato, Marcelo e Thaís.

Além de divertidíssima, a noite também foi produtiva: encontramos todos os colaboradores para nossa revista-site-blog que nos fará ganhar muito dinheiro dando palpites sobre o que quisermos! Tem as palpiteiras de assuntos gerais, eu, Júlia, Maria Cristina e Erika, a colunista de meio ambiente, Taís, os de assuntos médicos, Erika e Cleiton, a de maternidade, Georgia, o de literatura, Leandro, a nutricionista, Elisa, e por aí vai...

As crianças (duas Letícias e Jade, acho que todas maiores que eu) organizaram a brincadeira de perguntas. Depois fizemos a dos balões. O grande vencedor foi o Renato, que ganhou uma latinha de Sonho de Valsa, para sorte da Maria Cristina.

Foi bom tirar uma nova foto de peixinho com o Leandro e a Maria Cristina, me divertir rindo das infinitas histórias da Júlia, encontrar os parentes de sangue e de alma, Erika prima, Erika irmã e prima Taís, rever aqueles amigos do tempo da pedra, como o Altair, discutir com a galera do esporte sobre o Atlético Goiano e ver o barrigão da Georgia.

Quanto à ceia, faltam palavras e sobra saliva... Teve o tender com farofa que fizemos e que eu jurava que era ave. O primeiro arroz da Júlia. O fricassê da Maria Cristina, com batata palha separada. O risoto-salada de arroz-feijoada (que na verdade é arroz à piamontese) do Leo e da Geo. Sobrou comida, para espanto da Júlia, que fez terrorismo com medo de faltar. Um dia ainda abro um tópico só contando as histórias dela. De sobremesa, teve a torta de limão deliciosa da Renata, o doce de chocolate com morango que a Maíra fez para a Júlia levar (por falar em Maíra, o Pedro Vinícius é o bebê mais lindo que existe no mundo), a paglia italiana que fiz com a Lê e os inúmeros potes de sorvete dos sem tempo ou sem jeito na cozinha. Ah, e é claro que cantamos uma canção natalina antes da ceia, porque a coisa não é bagunçada assim, não.

O amigo secreto, assustador. Desde o primeiro ano da faculdade, uma incrível coincidência-destino-feitiço faz com que eu e a Georgia todo ano tiremos o nome uma da outra. Quando ela revelou seu amigo secreto, fiquei em estado de choque e senti minha cabeça toda arrepiada! Ganhei um lindo quadro de origami e o jurássico registro das batatas do primeiro ano de faculdade. Quem estava lá entende. Demos muitas risadas e muitos suspiros durante a revelação. Imaginem a cena: o Leandro alucinado rasgando a sacola e a caixa do seu presente. Todo mundo suspirando com o presente lindo que o Apolo ganhou da Erika. As crianças fazendo torcida para receberem o pacote da Ri Happy, que acabou sendo o presente do Fernando pra Júlia, para decepção infantil geral. A Maria Cristina ganhou um porta-retrato com a foto dela com o Renato segurando o porta-retrato do ano passado com outra foto dos dois. Fotografamos novamente para fazermos um porta-retrato infinito. Ah, e para quem ficou com inveja da camiseta que dei para o Fernando, espiem o blog do Fernando Codeço, que é um link do meu blog, para verem os trabalhos lindos que ele faz. O Rodrigo conseguiu enganar a Erika, fingindo que saiu com ela, que acabou ganhando um presente extra, que manteve em segredo. A Marina confundiu todo mundo com uma história de Farinha Láctea e ainda por cima dizendo que havia saído com a Gisele (quem é Gisele? boa pergunta). A Elisa, como boa nutricionista, se recusou a dar só balinhas para a Jade e caprichou na cestinha, incluindo até maçãs.

No fim, muitos abraços e votos de um Feliz Natal. No ano que vem tem mais...