Para 2009: Quero que o Bolhas ressuscite!!!
Coisas que quero ter conquistado em 2014:
Ser atriz formada, doutora em filosofia, roteirista, escritora, apresentadora de programa de bate-papo, ganhar dinheiro falando as coisinhas que penso, de preferência muito dinheiro, ter todos meus amigos morando no Rio, cada um em um apartamento do mesmo prédio, ter viajado bastante, publicado livros, brincado, etc. e etc. Agora sim, felicidade completa.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Contagem regressiva para o Natal
Falta uma semana para a chegada do Natal. Adoro esta época. Mandar e receber cartões e mensagens de boas festas. Gastar dinheiro sem peso na consciência, afinal, Natal é época de comprar presentes. Luzes e pinheiros pela cidade. Pra falar a verdade, até a favela fica linda e reforça o espírito natalino. À noite suas luzes lembram uma gigantesca árvore de Natal.
Enfim, deixo minha listinha de presentes que espero que Papai Noel me dê durante o ano de 2009:
1 - Trabalho, trabalho e mais trabalho (alguém me imaginou dizendo isso um dia?)
2- Meus grandes amigos mudando-se para o Rio de Janeiro e todo mundo morando no mesmo prédio.
Pensei que escreveria uma lista enorme, mas percebi que se esses dois desejos forem realizados, já serei muito, muito, muito feliz!
De qualquer jeito, Papai Noel, se eu for lembrando outros itens, escrevo aos poucos até o Natal.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Conversa pra boi dormir

Depois de me revirar na cama, resolvi assumir a insônia, ligar a computadora (já expliquei que meu computador é mulher, né...) e atualizar me blog. Pois bem, depois de me conectar à internet, até de fato escrever esta postagem, já estou com sono. Mas me recuso a dormir faltando uma hora para acordar. Dá muito mais preguiça pensar em ter que levantar morrendo de sono depois. E já que estou de férias... Recupero o sono à tarde, por que não?
Mas já que o tema é esse... Lembremos minhas histórias de sonos, soninhos e sonecas. Já falei dos tipos de sono? Há o sono de corpo. É aquele em que o corpo pesa e sentimos necessidade imediata de repouso. Há o sono de olhos. Quando a mente continua acordada, mas os olhos pesam e querem se manter fechados. E há o sono de alma a um palmo acima do corpo. Nós sentimos a alma flutuando um pouquinho e é um soninho até gostoso, se estamos na cama. Mas qualquer um desses tipos é torturante em situações em que estamos impedidos de dormir, como em uma festa barulhenta ou no meio da aula. Pois bem, hoje nenhum desses sonos vinha me visitar. Rolei de um lado pra outro da cama, o que na verdade é uma mentira, ou melhor, apenas uma expressão. Rolei nada, mas fiquei um bom tempo paradinha esperando o sono chegar.
É uma vergonha, mas há dias em que estou com soninho, cansadíssima, mas enrolo, enrolo, enrolo, por preguiça de dormir. Explico: preguiça de todo o ritual de antes de dormir, especialmente a escovação de dentes. E o pior é o que todo mundo já sabe: quando acabamos de escovar os dentes, perdemos o sono. Uma maldição.
Todo mundo sabe que adoro dormir com filhotes. Como diz a Marina, não há nada melhor do que dormir com um filhotinho de gato ou cachorro. Principalmente em dias frios. Mas acaba sendo uma tarefa impossível, pois a alergia não me deixa dormir. Em Goiânia, então, onde temos três gatos, passo a madrugada espirrando e coçando os olhos. Quando invento de dormir com meu gatinho aqui, acordo com os olhos inchados. Outro dia entendi o motivo, ao acordar no meio da madrugada com um gato lambendo meu olho. Mas de vez em quando me dou o luxo de dormir com meu gatinho, tomo um antialérgico e vou pra cama.
Enfim, hoje contei minhas histórias de sonos, soninhos e sonecas, como expliquei anteriormente. Na próxima insônia, me lembrem de escrever minha histórias de sonambulismo...
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Dia estranho
Hoje passei o dia me sentindo esquisita. E não era aquele esquisito normal, em que me sinto fora do meu corpo. Hoje eu estava dentro. E com dor de cabeça, tontura e um pouco de angústia. Fiz muitas trapalhadas, dormi à tarde pra ver se melhorava, fiquei com fome, comi e fiquei enjoada. A situação estava tão grave, que à noite tive que ser levada pro hospital. Pra quem não sabe, o meu hospital é o Yogoberry, onde tem o melhor frozen yogurt da cidade. Tomei sozinha um grande, de chá verde, com calda de maracujá, lichia e tangerina. Senti o efeito do remédio imediatamente. Já sou outra.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Já foi tão simples um dia...

Hoje a nossa professora, Maria Esmeralda, estava falando sobre atuar. Acreditar no faz-de-conta, entrar no jogo. Fazíamos tanto isso na infância... Um dia o acreditar torna-se artificial e temos que aprender a ser crianças novamente. Bem, minha última brincadeira de boneca não faz muito tempo. Menos de uma semana, pra ser mais exata. Anos atrás era rotina diária. Mas a Marina não deixava barato. Apesar da minha vontade, as Barbies nunca tinham uma vidinha fútil de compras e felicidade. A Marina armava dramas e suspenses que dariam filmes. Tínhamos uma coleção de cachorrinhos em miniatura, cada qual com uma raça. Quando ela escolhia um deles para ser o cachorro da brincadeira, eu resistia. Não queria cachorro. Ela me prometia que não aconteceria nada trágico com ele. Eu acabava concordando, mas, ao longo da brincadeira, o bichinho ficava doente, morria. As pessoas desapareciam misteriosamente. A mãe tinha câncer. Eu chorava, sofria. Sabia que era faz-de-conta, mas entrava no jogo com toda minha alma. Hoje faço curso de teatro para aprender o que um dia foi tão natural: brincar.
domingo, 9 de novembro de 2008
A alergia e as alegrias

Para mim, o grande equívoco da natureza é a maldita alergia. Existe armadilha maior do que ter um corpo que reage negativamente a coisas deliciosas e encantadoras? Graças a deus, não tenho restrições a nenhum alimento. Mas tenho muita alergia de cães e gatos. E os adoro. Tenho um desejo irresistível de me aproximar, pegar, brincar, fazer carinho. Mas as consequências são infernais: sentir a garganta arranhando, espirrar, ficar empolada e com coceira, ter o olho irritado. Isso tem me feito pensar duas vezes antes de me aproximar de um bicho. Ao passear em shoppings, não entro mais nos pet shops. Mas, quando aquele gatinho se aproxima manhoso se esfregando todo em mim, não resisto. Abraço, aperto, me esfrego.
Mas ultimamente tenho pensado que esse grande mal, a alergia, retrata muito bem as alegrias, em especial o amor. Pois o amor é tão ambíguo quanto. Existe a parte irresistível, deliciosa, infinitamente doce. Mas não existe amor sem o depósito de uma grande energia, aquilo que damos de nós e que nos é sacrificante, dolorido. Para que o amor se efetive, damos algo de visceral. O ronronar, mas o espirro. Tudo junto. E é assim que se ama. Mas enfrentamos as consequências. Aceitamos espirrar, coçar, empolar, porque sabemos que vale a pena.
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