Se eu disser que é minha primeira, primeiríssima, sombrinha, não estarei dizendo bem a verdade. Pois houve uma outra, que eu comprei em Pequim, para visitar a Cidade Proibida. Cada um de nós comprou uma sombrinha ao descer do taxi, para enfrentar a fila debaixo da chuva. Depois ela ficou para sempre abandonada no hotel.
Mas esta agora é a primeira que compro assim, sozinha, por livre e espontânea vontade. E que provavelmente me abandonará primeiro. Sempre me recusei a comprar sombrinhas e guarda-chuvas, porque eu tinha uma teoria: "Quando a chuva é fraca, não tem necessidade. Quando a chuva é forte, não adianta." Mas, descendo do metrô no outro dia, começou a chover, havia um homem vendendo sombrinhas na saída, acabei comprando. E descobri que, para chuvas médias, ela quebra um galhão. Ontem, por exemplo, resolvi colocá-la na bolsa antes de sair de casa. Quando começou a chover, fiquei contente. Pela primeira vez, eu estava prevenida.
Ah, também descobri um ótimo uso para minha sombrinha! É assim: estou andando na rua, me protegendo da chuva normalmente. Mas se algum homem fica olhando de um jeito que eu não goste, aponto a sombrinha na direção dele. Além de cobrir meu rosto, ainda dá uma guarda-chuvada na cara dele, se ele se aproximar!!
Esperta mesmo era minha irmã, que desde criancinha andava de um lado pro outro com seu guarda-chuvinha amarelo, fosse para se proteger do sol, da chuva, ou de outras crianças.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
O céu de Copacabana
Hoje, quando o metrô abriu, eu já estava na porta esperando. Peguei o trem vazio, para estar em Copacabana às 5h30 da manhã. Eu sei, ninguém merece acordar tão cedo para trabalhar. E eu estava pensando nisso, quando cheguei ao posto 6, ainda sonolenta. Mas aquele céu... Pena eu não ter tirado uma foto para comprovar. Nuvens lilases no céu vermelho. Eu vi o sol nascendo na praia. Uma bola redonda refletida no mar, parecendo aquelas pinturas cafonas. Mas não era.
sábado, 14 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
Histórias de taxista
A variação urbana para as histórias de pescadores são as histórias de taxistas. Ontem entrei no taxi e fiquei papeando com o motorista, um paulista que mora no Rio, filho de marroquinos, descendentes de italianos e espanhóis. Falávamos sobre o mau atendimento por parte de alguns caixas de supermercado. Olha a história que ele me contou:
Ele fez compras e, como troco, recebeu três reais e oitenta centavos em moedas de dez centavos. Ao que ele reclamou, a moça do caixa retrucou grosseiramente: "Se você não quer, me dá". Ele aceitou as moedas e foi para casa.
Ao longo de um tempo, ele ficou juntando inúmeras moedas de um centavo. Através de pessoas que ele conhecia, que trabalhavam em bancos e coisas do tipo, foi trocando dinheiro por moedas de um centavo. Um dia ele voltou ao supermercado, fez uma compra de quinhentos reais e entregou um grande saco de moedas como pagamento. Quando a moça questionou, ele disse: "Lembra dos 3,80 em moedas de dez centavos que você me deu de troco? Estou pagando em moedas de um centavo." A moça fez um escândalo, disse que ia chamar a polícia e chamou o gerente. Explicada a situação, o gerente disse que ela seria demitida, pela atitude que teve com o cliente. E completou: "Ele pagou na mesma moeda". O taxista corrigiu: "Na mesma moeda não. Paguei em moeda menor".
Ele fez compras e, como troco, recebeu três reais e oitenta centavos em moedas de dez centavos. Ao que ele reclamou, a moça do caixa retrucou grosseiramente: "Se você não quer, me dá". Ele aceitou as moedas e foi para casa.
Ao longo de um tempo, ele ficou juntando inúmeras moedas de um centavo. Através de pessoas que ele conhecia, que trabalhavam em bancos e coisas do tipo, foi trocando dinheiro por moedas de um centavo. Um dia ele voltou ao supermercado, fez uma compra de quinhentos reais e entregou um grande saco de moedas como pagamento. Quando a moça questionou, ele disse: "Lembra dos 3,80 em moedas de dez centavos que você me deu de troco? Estou pagando em moedas de um centavo." A moça fez um escândalo, disse que ia chamar a polícia e chamou o gerente. Explicada a situação, o gerente disse que ela seria demitida, pela atitude que teve com o cliente. E completou: "Ele pagou na mesma moeda". O taxista corrigiu: "Na mesma moeda não. Paguei em moeda menor".
sexta-feira, 6 de junho de 2008
De volta ao mundo

Pensei que conseguiria respirar após o mestrado, mas até agora não tive descanso. Passei a semana vivendo o comercial da Unimed. Foram três dias de ensaio, mais dois de gravações, com uma equipe super bacana e elenco talentoso. Pra variar, acabei virando a rainha dos baixinhos. Entre as gravações, eu acabava tendo que brincar de pique-pega, girar criança no colo e jogar bola. E tem coisa melhor do que ficar com essa meninada fofa?
sábado, 31 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
Teatro Mágico
Conheci o Teatro Mágico através da Luana. Fiquei atraída pelo ritmo gostoso com as letras bem escritas. A cada música nova que eu conhecia, mais me apaixonava. Sexta-feira teve show deles no Circo Voador. Lá fomos nós. Entrei rapidamente e acabei perdendo as pessoas pintando o rosto. Uma pena. Queria ter pintado o meu. Mas isso não me impediu de pegar um narizinho de palhaço lá dentro.
Havia uma lojinha com os cds, dvds, livro, adesivo, camisetas da banda. Comprei um cd com 18 músicas por 5 reais. Isso mesmo, cinco reais!!
Os artistas, todos com o rosto pintado. Já no início, Fernando Anitelli, cantor e compositor de praticamente todas as belíssimas músicas, nos avisou de que não se tratava de um show, mas de um encontro em que pessoas especiais podiam celebrar a vida. Um sarau. Só um show com aquelas músicas já seria ótimo. Mas não. Havia declamação de poemas. Havia espetáculo de palhaço, malabaristas, mímicos. Havia o envolvimento da multidão, absorvida até demais. O público cantava, vibrava, declamava em voz alta os poemas junto com Fernando.
No fim, ele anunciou que todas suas músicas estavam disponíveis na internet, que ele afirmava ser o único meio democrático atualmente. E que também havia cds à venda na lojinha. Mas recomendou: "Se não tiverem dinheiro aqui, pirateiem sem culpa!"
Taí uma galera que sabe usar as tecnologias digitais pra promover um encontro do lado mais humano dos humanos. Lindo demais!
Assinar:
Postagens (Atom)
