quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Expressões inventadas e reinventadas

HOMEM DE DANÇA DE SALÃO

Esse termo designa um tipo específico de homem: homens bregas, com calça de cintura até o peito e camisa para dentro, perfume forte por cima do cheiro de suor e mau hálito. A expressão surgiu a partir das minhas tentativas de fazer aulas de dança de salão, com rápida desistência, porque tinha que ter muita proximidade com o tal tipo de homem. Desde então, qualquer homem que se enquadre nesse estilo virou "homem de dança de salão".


CHATO QUE PASSA MAL

Você já reparou que, em um passeio ou viagem, é sempre a pessoa mais chata do grupo que passa mal? Pois é.


MIAR

Havíamos combinado um passeio pela manhã, quando, na noite anterior, nosso amigo Nel anuncia: "Gente, amanhã de manhã vou miar". Bem mais tarde ele explicou que "miar" significa "dar para trás", mas até lá eu já havia interpretado a expressão à minha maneira e, quer saber? Acho que fez muito mais sentido. Minha linha de pensamento foi: Gatos miam. Gatos são dorminhocos e preguiçosos. Logo, "miar" significa ficar curtindo preguiça. Bem melhor, né?

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Curtas

Lembram o merengue delicioso que Júlia e companhia levaram para o Natal dos Amigos, dizendo que eles fizeram? Era mentira! O merengue foi comprado na Cravo e Canela, e a embalagem, descartada no caminho!

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Eu e Nel vamos fazer um dicionário sobre o uso correto das palavras. Por exemplo:
1) Quando dizer "bravo" e quando dizer "brabo"?
R: "Bravo deve ser usado para pessoas e animais, enquanto "brabo" deve ser usado para fenômenos da natureza.
- A professora está brava.
- Esse cachoro é bravo.
- Hoje o mar está brabo.
2) Quando pronunciar "pEpino" e quando pronunciar "pIpino"?
R: "PIpino" deve ser usado para o alimento, enquanto "pEpino" deve ser usado para nomes próprios.
- Vou comer pIpino.
- Eu estudei sobre PEpino, o Breve.
- Vamos à Praia do PEpino?

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Leilane e Luana no MSN:
LE - Vou estudar o regime de autarquia.
LU - Emagrece muito?

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Fernando e Júlia no Rio:
F - Vai começar o Campeonato Carioca. Será que amanhã vai ter jogo no Maracanã?
J - Pra que serve ter Campeonato Carioca, se não tiver jogo no Maracanã?

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No Buteko do João:
Rodrigo - Apareceu um rato lá em casa, eu dei uma vassourada, mas ele não morreu. Quando tentei dar uma paulada na cabeça, ele fugiu.
Erika - Mas acho que ele acabou morrendo, porque se jogou da sacada.
Lian - Ah, "eu acho que ele morreu, pois caiu do décimo andar..."
Maria Cristina - Se ele não tiver aberto o pára-quedas, então ele morreu.

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Júlia - Lian, você tem vontade de participar do Big Brother?

Lian - Claro que não!

Júlia - Ainda bem, porque você seria o tipo que as pessoas não iam gostar.

Mais um Natal dos Amigos


Muitos curiosos querem saber por que comemoramos o Natal em fevereiro, afinal. Ora, Natal em dezembro é data que se passa com a família, cada qual em sua cidade ou casa. Natal dos Amigos é o dia que inventamos para aproveitarmos a outra parte da família, aquela que não é unida pelo sangue, mas pelo coração. Mas por que em fevereiro, meu deus do céu? Simples: porque estou em Goiânia. No ano passado, foi em janeiro. Quer melhor data para comemorar o Natal dos Amigos senão quando os amigos podem se reunir?


O primeiro convidado a chegar foi o Apolo. Acompanhado, é claro da Georgia e do Leo. Atraindo para si a atenção de todos, esse neném bochechudo protagonizou cenas impagáveis, ao ver a mamadeira e ao fazer sua carinha de flash. E à medida que os convidados foram chegando, o terceiro andar do Edifício Araras foi se enchendo de vozes, risadas, alegria. Presenças e ausências. Pessoas que participaram pela primeira vez do nosso Natal, como a Amanda, a Lorena, a Ana, o Apolo fora da barriga. Pessoas que não puderam estar presentes, mas são eternamente benvindas, como a Taís, o Nel, a Elisa, o Altair.


Como sempre, tivemos gincana, com mímica, batalha musical, jogo de quem tem o quê e quiz sobre a Revista Bolhas. Para quem não sabe, nosso Natal marca também a ressurreição da Revista Bolhas, de coma já há algum tempo. A partir do meio desta semana, teremos novos textos e novo layout. Se a CPU da Érika reaparecer, é claro. Mas, voltando à gincana... o destaque foi a Júlia brincando com ferocidade e revoltada por não vencer. Os vencedores foram: Em terceiro lugar... Lorena! (aplausos) Em segundo lugar... Georgia! (aplausos) Em primeiríssimo lugar... Leandro! (aplausos com "uou uou").



Desta vez tivemos a participação de minha mãe. E, como mãe é mãe, além de fazer questão de comprar salgadinhos e trufas, ainda ficou insistindo para que jantássemos cedo, por medo de passarmos fome. Não adiantava argumentar que devíamos cear só à meia noite, pois era Natal. Apesar das insistência para comermos antes e brincarmos depois, seguimos nossa tradição, de revelar o amigo secreto antes. É claro que nesse momento já houve invasões na ceia, inclusive com a Júlia fissurada no sashimi.

Depois da ceia, cantamos parabéns para a Maria Cristina com merengue de morango e mais outros deliciosos doces. Eu sei, o aniversário da Maria Cristina é dia 24 de dezembro. Ou seja, Natal. Daí que a melhor data para se comemorar com os amigos é mesmo no Natal dos Amigos, mesmo que seja dois meses depois. Assim, ela ganha dois meses a mais de juventude.

E encerramos a noite com bate-papo de jornalistas, cada um falando sobre coisas chatas e os horários de trabalho mais loucos. E eu, como sempre, feliz da vida por não ser jornalista...

Depois as pessoas foram embora, as vozes foram desaparecendo, mas ficou aquele climinha de felicidade e bem-querer. Quando entrei no quarto, achei um presentinho. Na bagunça feita pelos meus gatos, foi derrubado no chão um caderninho, que eu havia perdido e há muito procurava. Dia desses eu havia comentado com o Nel sobre a perda dele, esse caderninho que tenho há dez anos, com recadinhos que meus amigos e colegas escreveram para mim. Pessoas que foram grandes amigas e que hoje quase não tenho contato. Pessoas que eu estava começando a conhecer e hoje são amigas de vida. Fui dormir com essa sensação gostosa de um feliz Natal.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Viva a sociedade alternativa!


Na época da faculdade, em que as menininhas de saia andavam juntas e realmente usavam saias, éramos frequentemente confundidas com hippies, só porque arrastávamos longos saiões indianos e usávamos colares de sementes e brincos de pena. Apesar de achar o estilo o mais lindo de todos, com o tempo fui fazendo questão de não me caracterizar assim, pois eu não queria ser tachada como alguém que eu não era. Eu era apenas uma moça certinha e conservadora, que tomava banho todos os dias e nunca experimentei maconha. Mas, ah, eu confesso...

Confesso que um dos meus desejos que mais me domina é uma tendência hippie que vem de longa data. É a ânsia por uma comunhão. É um desejo ancestral de estar em volta de uma fogueira, cantando e contando histórias, sentindo que todas as pessoas presentes são queridas, te pertencem e que você pertence a elas de alguma forma. Para mim, comunhão com as pessoas é a forma mais simples de se estar em comunhão com o mundo, ou com o que seria um deus.

Ontem, enquanto voltava pra casa, li uma matéria na revista "Vida simples" sobre habitações urbanas comunitárias, em que cada família tem sua casa, mas compartilha espaço e experiências com a comunidade. Então juntou tudo que venho passando, o fato de estar sozinha, de a Júlia e o Fernando terem ido embora, a minha eterna sensação de eu ter sido largada solta no mundo... e aflorou em mim esse desejo ancestral, que veio à tona em uma idéia fixa: "Eu quero viver em uma comunidade alternativa."

Cheguei em casa e tive uma daquelas longas conversas com a Luana, com desabafos, lágrimas, risadas, horóscopo, sonhos, planos... E planejamos nossa comunidade alternativa, criamos regras. Será uma comunidade hippie de família. Ou seja, cada um com seu parceiro. Nada de "todo mundo é de todo mundo" ou "ninguém é de ninguém". Todos serão uma só grande família, mas formada por núcleos monogâmicos. Eu não abriria mão de ter alguém que sempre estivesse lá para mim. A segunda regra é banho obrigatório todos os dias. Também depilação, desodorante e demais convenções de higiene. A terceira regra é: carnes não só são permitidas, como teremos churrasco quase todas as semanas. Também seremos ecologicamente corretos só na medida da não chatice. Reciclaremos, cultivaremos hortas, tudo o que nos permita uma convivência rica e gostosa, mas essa história de usar absorventes laváveis e não descartáveis, ou de parir de cócoras... sinto muito, não vai rolar. Manda uma anestesia geral e uma cesariana, que são muito bem-vindas...

Amigos que queiram se candidatar a viver nessa comunidade, que sejam pessoas de bom coração e que prefiram conversar, brincar e fazer saraus a assistir televisão... Amigos que queiram estar perto de amigos e que queiram uma relação de família, de querer bem, de cuidar uns dos outros... Aceitamos inscrições.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Três e alguma coisa

NEL - Quando são três horas e dez minutos, você diz o quê? Que são três e pouco?

LIAN - Isso. E se for três e quarenta e sete, eu digo que são três e tanto.

Até aí, todos nós (eu, Nel e Fernando) concordamos. Mas eis que surge a questão...

NEL - Mas e se for três e trinta e dois, são três e pouco ou três e tanto?

LIAN - Não, são três e alguma coisa.

NEL - Mas três e alguma coisa não vale, não existe.

LIAN - Claro que existe!

NEL - Sim, existe, mas se diz quando você não sabe as horas com precisão.

LIAN - E pra você, Fernando?

FERNANDO - Pra mim são três e meia.

LIAN - Mas três e meia não vale...

E a conversa seguiu...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Eu nunca vi mulher de culote, Maria Chiquinha...

Nesses dias uma questão filosófica profunda entrou em pauta nas nossas conversas: Afinal, o que é culote? Existem duas vertentes: o culote parte do corpo e o culote vestimenta. O segundo é um conceito consensual, uma calça curta, fofinha e que fica justa na altura do joelho. Já quanto ao culote corpóreo, há quem diga que é o pneuzinho e há quem diga que são as ancas. O respeitado pensador Nel defende que, quando uma pessoa acumula gordura nas ancas, elas ficam pontudas. Isso seria o culote. Em minhas investigações, após exaustivas análises de imagens do Google, concluí que a palavra ora é usada para pneu, ora para anca, havendo inclusive ancas pontiagudas. E como a sabedoria wittgensteriana afirma que a verdade está nos jogos de linguagem, concluímos que o termo culote é correto se empregado para qualquer parte do corpo entre a cintura e o joelho. Mas o culote a que a música se refere é a vestimenta.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Este ano que se inicia...


Meu 2009 começou cheio de pessoas queridas. Depois de passar o Natal em São Paulo, trouxemos a Tia Stella e a minha priminha Priscilla para passarem o Reveillon com a gente. Depois veio minha mãe. Da minha tia, aproveitei as comidas deliciosas que só ela cozinha, da minha priminha, as brincadeiras e as tiradas e, da minha mãe, as conversas de boteco. Depois cada um foi indo embora. Hoje de madrugada levei minha mãe ao aeroporto. E agora a casa está vazia. Ou melhor, eu e os gatos.
A Tia Stella vive dizendo que somos a Família Adams. Pois é, cada família tem suas esquisitices. Estava lendo "Longa jornada noite adentro", peça autobiográfica de Eugene O'neill, sobre as esquisitices de sua própria família. A minha tem várias. Que me fazem morrer de rir e chorar de saudades. Pérolas e pérolas.
Em breve vêm mais membros de minha família, aquela família que eu escolhi: meus amigos Nel, Júlia e Fernando. Também são parte da família Adams e, com eles, tenho outras tantas histórias. Outras pérolas e situações inusitadas.
Enfim, 2009 começou do jeito que me é mais importante: com as pessoas que amo. Que assim seja durante todo o ano!