sábado, 12 de julho de 2008

Anjo da guarda em ação


Ainda bem que eu tenho um super anjo da guarda que me protege de tudo, inclusive de mim mesma. Hoje quando eu estava na CAL, esperando a aula começar, resolvi sentar em um murinho que era mais ou menos baixo do meu lado, mas alto do outro lado. Pulei lá em cima e, quando ergui as pernas para me ajeitar, eis que caio do outro lado. No infinito de tempo desse percurso vertical já fui pensando que desta vez quebraria alguma coisa, pois estava caindo do alto e ainda com as pernas para cima. Enfim, me virei de um jeito que mal acreditei, continuei inteira, só com uns poucos arranhões no braço. Meu anjo da guarda realmente merece um prêmio...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

3 de julho

Eu devia ter uns cinco anos de idade, não sei com precisão. Estávamos no carro, meu pai dirigindo, eu, minha irmã e outra amiguinha no banco de trás. O nome dela era Nádia, e uma das poucas coisas que eu sabia sobre ela era que ela não tinha pai. Não era preciso saber muita coisa, afinal, na infância, basta o fato de a outra pessoa também ser criança para se tornar sua amiga. Ela frequentava nossa casa e brincávamos. Quer dizer, na maioria das vezes, ela e minha irmã brincavam de fugir de mim, como se faz com as caçulas. Mas voltando àquele dia no carro...

Eu, levianamente, falei cantando: "A Nádia não tem paaai!", ao que meu pai imediatamente me repreendeu. Com toda razão, é claro. O que ninguém soube eram as minhas razões para falar aquilo. Eu não tinha a mínima intenção de magoar a outra garota e, na minha pouca idade, nem pensei que aquilo aconteceria. Na verdade aquela provocação não tinha nada a ver com a menina. Mas, quando eu disse que ela não tinha pai, o que eu queria era, indiretamente, fazer uma declaração de amor ao meu pai. Queria que ele percebesse o quanto eu me orgulhava de tê-lo em minha vida e o quanto eu o amava.

Passaram-se muitos anos e aprendi a me expressar um pouco melhor, embora ainda possa magoar pessoas sem querer. Mas hoje, que sei falar com um pouco mais de clareza, e que é aniversário do meu pai, aproveito para dizer: Pai, tenho o maior orgulho de ser sua filha. Amo você incondicionalmente.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Minha (quase) primeira sombrinha

Se eu disser que é minha primeira, primeiríssima, sombrinha, não estarei dizendo bem a verdade. Pois houve uma outra, que eu comprei em Pequim, para visitar a Cidade Proibida. Cada um de nós comprou uma sombrinha ao descer do taxi, para enfrentar a fila debaixo da chuva. Depois ela ficou para sempre abandonada no hotel.

Mas esta agora é a primeira que compro assim, sozinha, por livre e espontânea vontade. E que provavelmente me abandonará primeiro. Sempre me recusei a comprar sombrinhas e guarda-chuvas, porque eu tinha uma teoria: "Quando a chuva é fraca, não tem necessidade. Quando a chuva é forte, não adianta." Mas, descendo do metrô no outro dia, começou a chover, havia um homem vendendo sombrinhas na saída, acabei comprando. E descobri que, para chuvas médias, ela quebra um galhão. Ontem, por exemplo, resolvi colocá-la na bolsa antes de sair de casa. Quando começou a chover, fiquei contente. Pela primeira vez, eu estava prevenida.

Ah, também descobri um ótimo uso para minha sombrinha! É assim: estou andando na rua, me protegendo da chuva normalmente. Mas se algum homem fica olhando de um jeito que eu não goste, aponto a sombrinha na direção dele. Além de cobrir meu rosto, ainda dá uma guarda-chuvada na cara dele, se ele se aproximar!!

Esperta mesmo era minha irmã, que desde criancinha andava de um lado pro outro com seu guarda-chuvinha amarelo, fosse para se proteger do sol, da chuva, ou de outras crianças.

sábado, 21 de junho de 2008

O céu de Copacabana

Hoje, quando o metrô abriu, eu já estava na porta esperando. Peguei o trem vazio, para estar em Copacabana às 5h30 da manhã. Eu sei, ninguém merece acordar tão cedo para trabalhar. E eu estava pensando nisso, quando cheguei ao posto 6, ainda sonolenta. Mas aquele céu... Pena eu não ter tirado uma foto para comprovar. Nuvens lilases no céu vermelho. Eu vi o sol nascendo na praia. Uma bola redonda refletida no mar, parecendo aquelas pinturas cafonas. Mas não era.

sábado, 14 de junho de 2008

Pré-estréia e Santa Teresa




Hoje o pensionato acordou cedo para a pré-estréia do filme "O guerreiro Didi e a ninja Lili". Adorei me ver pela primeira vez na telona e também rever a equipe.


Depois almoçamos e seguimos para Santa Teresa. Passeamos pelas lojinhas de artesanato e também foi muito gostoso.

sábado, 7 de junho de 2008

Histórias de taxista

A variação urbana para as histórias de pescadores são as histórias de taxistas. Ontem entrei no taxi e fiquei papeando com o motorista, um paulista que mora no Rio, filho de marroquinos, descendentes de italianos e espanhóis. Falávamos sobre o mau atendimento por parte de alguns caixas de supermercado. Olha a história que ele me contou:

Ele fez compras e, como troco, recebeu três reais e oitenta centavos em moedas de dez centavos. Ao que ele reclamou, a moça do caixa retrucou grosseiramente: "Se você não quer, me dá". Ele aceitou as moedas e foi para casa.

Ao longo de um tempo, ele ficou juntando inúmeras moedas de um centavo. Através de pessoas que ele conhecia, que trabalhavam em bancos e coisas do tipo, foi trocando dinheiro por moedas de um centavo. Um dia ele voltou ao supermercado, fez uma compra de quinhentos reais e entregou um grande saco de moedas como pagamento. Quando a moça questionou, ele disse: "Lembra dos 3,80 em moedas de dez centavos que você me deu de troco? Estou pagando em moedas de um centavo." A moça fez um escândalo, disse que ia chamar a polícia e chamou o gerente. Explicada a situação, o gerente disse que ela seria demitida, pela atitude que teve com o cliente. E completou: "Ele pagou na mesma moeda". O taxista corrigiu: "Na mesma moeda não. Paguei em moeda menor".

sexta-feira, 6 de junho de 2008

De volta ao mundo


Pensei que conseguiria respirar após o mestrado, mas até agora não tive descanso. Passei a semana vivendo o comercial da Unimed. Foram três dias de ensaio, mais dois de gravações, com uma equipe super bacana e elenco talentoso. Pra variar, acabei virando a rainha dos baixinhos. Entre as gravações, eu acabava tendo que brincar de pique-pega, girar criança no colo e jogar bola. E tem coisa melhor do que ficar com essa meninada fofa?