sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Felicidade é...

...encontrar aquele picolé de uva que eu havia esquecido no freezer semana passada.


PS1: Cinquenta reais esquecidos no bolso também serviriam, mas nunca me aconteceu.


PS2: Encontrar um ipod dentro do picolé também seria legal.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Histórias da Júlia: uma antologia


Como hoje é aniversário da Júlia, vou tirar um tempinho pra falar sobre ela. Mas não vou ficar rasgando seda não!
Pra começar, a frase que uma pessoa mais ouve diz muito sobre ela. A frase que a Júlia mais ouve é "e nem precisa fumar...", "nossa, imagina se fumasse!" e coisas semelhantes. Já dá pra imaginar, né?
Pois é, falando em imaginação, a Júlia é uma das pessoas mais imaginativas que conheço. Por isso a convivência com ela é tão divertida. Faz a gente rir o tempo todo sem se esforçar pra isso, apenas com suas tiradas.
Por exemplo, um dia ela começou a falar de sua experiência: "Eu comi pão com muito requeijão e leite com muito chocolate. Ficou com gosto de carne! Acho que a explicação pra isso é que aquele gosto é de proteína." E depois completou: "A prova de que isso aconteceu de verdade é que fiquei um tempão sem comer requeijão, coisa que adoro." O resultado disso foi uma Teoria dos alimentos de Júlia Lemos, que ainda virou um artigo científico fictício escrito por mim.
Essa coisa de ficção foi uma fase por que passamos. Quando tinha trabalho no curso de jornalismo, queríamos fazer tudo fictício. Na aula de diagramação, fizemos um jornal inteiro com tudo fictício, a cidade, as referências, os fatos...
Acho que a maior viagem da Ju foi quando ela pensou que o globo ocular dava voltas de 360 graus dentro do olho. E que o olho ficava virado pra trás quando dormíamos e ficava girando na fase do REM.
Quando perguntada sobre seu maior defeito e sua maior qualidade, ela respondeu: "Meu defeito é não saber ouvir. Minha qualidade é que eu gosto de falar."
Um dia recebi uma mensagem dela no celular perguntando onde ela poderia arranjar um gato e dizendo que era urgente. Imaginei que fosse aniversário de alguém que gostasse de gatos ou coisa parecida e respondi indicando um pet shop. Quando conseguimos nos falar, ela explicou: "Eu preciso de um gato porque apareceu um rato aqui em casa".
Quando eu dou rata, ela aponta pra mim e diz: "A-ha! Você deu uma rata!" E depois lamenta: "Pena que não vou conseguir lembrar pra contar depois". Nas rodas de conversa, quando conto as ratas dela, ela diz: "A Lian também dá rata, mas eu não me lembro."
Está bem, está bem. Não vou resistir e vou rasgar um pouquinho de seda também...
Desde que nos tornamos amigas, a Júlia está muito presente na minha vida. Ela tem sido importante em todas as minhas fases. Apesar de me dar bronquinhas de vez em quando, ela respeita e compreende como ninguém meus sentimentos. Nós duas passamos pela fase de sushi no mesmo período e nos acompanhávamos por todos os restaurantes japoneses da cidade. Já fizemos oficina de caixinhas. Já fizemos crochê em frente às Lojas Americanas. Bordamos tapete juntas. Pintamos quadros de retalhos. Passeamos de sacoleiras em São Paulo. Voltamos de taxi de Bragança Paulista. Gravamos cd e cantamos em público. Fizemos coreografias em todos os saraus. Brigamos com a mulherzinha. Discutimos se a essência existe. Sentamos no chão do banheiro e tivemos preguiça de levantar. Eu adotei a família dela inteira. Fizemos muitos acordos de paz jogando War. Tentamos nos comunicar gargarejando água e escrevendo com lápis molenga. Trocamos um longo bilhete em sala de aula falando dos professores que foi parar no mural da sala. Propusemos criar um calendário novo. Na defesa da monografia da Ju, a orientadora dela, Silvana, afirmou que ia constantemente nos buscar no corredor da faculdade. Todo dia planejávamos uma viagem nova. Nos seminários, ela tinha que falar por último, senão ocupava o tempo de todo mundo.
Enfim, compartilhei demais da minha vida com essa amiga. E tudo que tenho a dizer agora é: outros aniversários virão, e tudo isso, toda essa imensidão de vida compartilhada ainda é pouco, ainda é só o comecinho...

Esquisitíssimo...

Os depoimentos voltaram...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Que coisa maluca...

Descobri que os depoimentos do meu orkut desapareceram! Que estranho...

Ah, pegando carona... já que comecei a escrever, aproveito pra deixar uma pergunta, se alguém souber responder: Por que antigamente se falava nas propagandas e embalagens dos alimentos "não contém conservantes" e hoje se fala "não contém conservadores"? Alguém reparou?

Das fases


"Tenho fases, como a lua / Fases de andar escondida / Fases de ir para a rua."
Esse verso da Cecília Meireles pousou no meu pensamento e até que caiu bem. Estava pensando justamente nesse meu alternar de fases. A cada uma delas me estranho um pouco e rio de mim mesma. Fase de sushi. Fase de kinder ovo. Fase de escrever muito. Fase de silêncio. Sucessivamente.
Hoje, em vez de danoninho, comprei danonão, aquele que vem no pote grande. Em vez de chamito, comprei chamitão, também o da garrafinha grande. Aí comecei a dar risada em pleno supermercado dizendo que estava na fase "Itu".
Na verdade comecei a pensar agora nessa história de fases porque resolvi colocar um CD pra escutar. Aí me dei conta de que há muito não escutava música. Estava em uma longa fase de silêncio. Até tentei uma ou outra vez, mas desligava rapidamente, porque o barulho me desconcentrava de mim. Da última vez que fui a Goiânia, nem fizemos daqueles longos passeios de carro só para cantar a noite inteira.
Agora coloquei um CD: Colbie Caillat. Também um que marcou uma fase muito específica, outubro e novembro do ano passado. E não foi uma fase boa. Ao ouvir essas músicas, voltam as sensações que eu tinha naquele período. Mas agora vêm de forma tranquila, quase ausente.
Liberdade, chama-se.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Querido diário

Nunca consegui fazer diário. Quando era adolescente, tentava todo ano. Escrevia nos três primeiros dias e depois abandonava a missão. Não é muito motivante ficar conversando com um caderninho como se ele fosse seu melhor amigo, "querido diário" e blá blá blá. Não sei por que cargas d'água resolvi fazer um blog. O fato é que funcionou. Eu me sinto bem escrevendo minhas coisinhas, pensando que converso com algum leitor, mesmo que fictício. E fico contente quando recebo retorno, porque percebo que, afinal, há pessoas que compartilham minha vidinha comigo. Mas de repente aconteceu uma coisa engraçada. É que percebi que certas vezes tenho vontade de escrever pensamentos ou fazer desabafos e não posso. Um blog não é um "querido diário", não guarda seus segredos. Pelo contrário, por princípio, ele os divulga. Então resolvi fazer, paralelamente, um "blog em off", que é, no fim de tudo, um diário num caderninho...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008


- E quando alguém chama a atenção de uma criança por fazer alguma besteira qualquer e esta solta um "aprendi com a Lian"? É constrangedor.
- Fui comprar um salame da Perdigão e li na embalagem que era light. Achei bom, porque supus que não viria com aquelas bolinhas brancas de gordura. Mas quando o olhei de perto, tinha várias bolinhas mesmo assim. Apesar disso, comprei. Na hora de comer, entendi o "light". A gente puxa a fatia de salame e as gordurinhas maiores soltam-se, ficando presas nas fatias de baixo.
- Não preciso mais de Burger King e muito menos de McDonald's. Comprei meu próprio picles e faço meus sanduíches sozinha, sem miséria.
- Quando vou sair ou fazer uma viagem, me pergunto se o local estará frio. Depois decido que não quero que esteja e, por isso, só levo roupas de verão. Resultado: passo frio e nem tenho como me agasalhar. Tenho que começar a convencer São Pedro de condordar com minhas decisões, senão fica difícil...