Descobri que os depoimentos do meu orkut desapareceram! Que estranho...
Ah, pegando carona... já que comecei a escrever, aproveito pra deixar uma pergunta, se alguém souber responder: Por que antigamente se falava nas propagandas e embalagens dos alimentos "não contém conservantes" e hoje se fala "não contém conservadores"? Alguém reparou?
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Das fases

"Tenho fases, como a lua / Fases de andar escondida / Fases de ir para a rua."
Esse verso da Cecília Meireles pousou no meu pensamento e até que caiu bem. Estava pensando justamente nesse meu alternar de fases. A cada uma delas me estranho um pouco e rio de mim mesma. Fase de sushi. Fase de kinder ovo. Fase de escrever muito. Fase de silêncio. Sucessivamente.
Hoje, em vez de danoninho, comprei danonão, aquele que vem no pote grande. Em vez de chamito, comprei chamitão, também o da garrafinha grande. Aí comecei a dar risada em pleno supermercado dizendo que estava na fase "Itu".
Na verdade comecei a pensar agora nessa história de fases porque resolvi colocar um CD pra escutar. Aí me dei conta de que há muito não escutava música. Estava em uma longa fase de silêncio. Até tentei uma ou outra vez, mas desligava rapidamente, porque o barulho me desconcentrava de mim. Da última vez que fui a Goiânia, nem fizemos daqueles longos passeios de carro só para cantar a noite inteira.
Agora coloquei um CD: Colbie Caillat. Também um que marcou uma fase muito específica, outubro e novembro do ano passado. E não foi uma fase boa. Ao ouvir essas músicas, voltam as sensações que eu tinha naquele período. Mas agora vêm de forma tranquila, quase ausente.
Liberdade, chama-se.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Querido diário
Nunca consegui fazer diário. Quando era adolescente, tentava todo ano. Escrevia nos três primeiros dias e depois abandonava a missão. Não é muito motivante ficar conversando com um caderninho como se ele fosse seu melhor amigo, "querido diário" e blá blá blá. Não sei por que cargas d'água resolvi fazer um blog. O fato é que funcionou. Eu me sinto bem escrevendo minhas coisinhas, pensando que converso com algum leitor, mesmo que fictício. E fico contente quando recebo retorno, porque percebo que, afinal, há pessoas que compartilham minha vidinha comigo. Mas de repente aconteceu uma coisa engraçada. É que percebi que certas vezes tenho vontade de escrever pensamentos ou fazer desabafos e não posso. Um blog não é um "querido diário", não guarda seus segredos. Pelo contrário, por princípio, ele os divulga. Então resolvi fazer, paralelamente, um "blog em off", que é, no fim de tudo, um diário num caderninho...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

- E quando alguém chama a atenção de uma criança por fazer alguma besteira qualquer e esta solta um "aprendi com a Lian"? É constrangedor.
- Fui comprar um salame da Perdigão e li na embalagem que era light. Achei bom, porque supus que não viria com aquelas bolinhas brancas de gordura. Mas quando o olhei de perto, tinha várias bolinhas mesmo assim. Apesar disso, comprei. Na hora de comer, entendi o "light". A gente puxa a fatia de salame e as gordurinhas maiores soltam-se, ficando presas nas fatias de baixo.
- Não preciso mais de Burger King e muito menos de McDonald's. Comprei meu próprio picles e faço meus sanduíches sozinha, sem miséria.
- Quando vou sair ou fazer uma viagem, me pergunto se o local estará frio. Depois decido que não quero que esteja e, por isso, só levo roupas de verão. Resultado: passo frio e nem tenho como me agasalhar. Tenho que começar a convencer São Pedro de condordar com minhas decisões, senão fica difícil...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
De volta à rotina...
Hoje meu dia foi uma verdadeira maratona. Acordei cedo, fui pro teste de figurino do comercial da Motorola, ao voltar fui direto pro restaurante almoçar, de lá peguei um ônibus pra Cintra, no Engenho de Dentro, dei de cara com a porta e fiquei sabendo que a Cintra agora está na Barra, peguei mais dois ônibus até lá, voltei, fiz compras no supermercado lotado... ufa! De volta à rotina...
Meu feriado em Goiânia desta vez foi um período em família. Minha avó, meus tios e meu primo foram passar uns dias lá em casa e nós ficávamos fazendo programas familiares. Ou seja: comer, comer e comer. O que mais se faz em família?
Fui pro rodízio de crepe com a minha mãe e a Marina. Fizemos um churrasco lá em casa com a família da Júlia. Fizemos jantar chinês com a família do Cleiton. Depois fomos almoçar na casa dos pais do Cleiton... Enfim... Quando todo mundo foi embora ficou uma tristezinha, a casa vazia...
E ao voltar ao Rio, então... Apesar de já sentir necessidade de vir, a sensação do primeiro acordar nesta cidade parece que será sempre a mesma. Primeiro o susto com o toque do despertador, depois uma decepção e um cansaço de acordar aqui, de recomeçar tudo, de estar sozinha. Quando alguém me pergunta, digo que adoro o Rio e pretendo ficar aqui. E é verdade. Mas tem uma ponta de desespero que não sei se um dia vai passar. É a mesma que eu tinha quando fiquei de intercâmbio nos Estados Unidos. E é também o que sempre temi em mim e em minha vida, desde que soube que da minha necessidade de procurar novos ares nasceria um eterno incômodo: o de não ter raízes.
Apesar de me dar muito bem aqui, sinto falta daquele aconchego de me sentir querida e amada. Sinto falta de estar perto da família, tanto a de sangue quanto aquelas que agreguei em minha vida e que são tantas e de tantas maneiras: minhas irmãs, primas, mães e sobrinhos agregados.
Espero começar a fincar raízes no Rio...
Meu feriado em Goiânia desta vez foi um período em família. Minha avó, meus tios e meu primo foram passar uns dias lá em casa e nós ficávamos fazendo programas familiares. Ou seja: comer, comer e comer. O que mais se faz em família?
Fui pro rodízio de crepe com a minha mãe e a Marina. Fizemos um churrasco lá em casa com a família da Júlia. Fizemos jantar chinês com a família do Cleiton. Depois fomos almoçar na casa dos pais do Cleiton... Enfim... Quando todo mundo foi embora ficou uma tristezinha, a casa vazia...
E ao voltar ao Rio, então... Apesar de já sentir necessidade de vir, a sensação do primeiro acordar nesta cidade parece que será sempre a mesma. Primeiro o susto com o toque do despertador, depois uma decepção e um cansaço de acordar aqui, de recomeçar tudo, de estar sozinha. Quando alguém me pergunta, digo que adoro o Rio e pretendo ficar aqui. E é verdade. Mas tem uma ponta de desespero que não sei se um dia vai passar. É a mesma que eu tinha quando fiquei de intercâmbio nos Estados Unidos. E é também o que sempre temi em mim e em minha vida, desde que soube que da minha necessidade de procurar novos ares nasceria um eterno incômodo: o de não ter raízes.
Apesar de me dar muito bem aqui, sinto falta daquele aconchego de me sentir querida e amada. Sinto falta de estar perto da família, tanto a de sangue quanto aquelas que agreguei em minha vida e que são tantas e de tantas maneiras: minhas irmãs, primas, mães e sobrinhos agregados.
Espero começar a fincar raízes no Rio...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Corrida de cavalo

Fui chamada para um trabalho hoje, mas não sabia direito do que se tratava. Chegando lá, era um espaço de apostas de corrida de cavalo. Primeiro fizemos algumas das fotos individuais e depois aproveitamos para apostar também. Eles nos deram uns vales-aposta de 2 reais. Eu apostei em todas as corridas no cavalo 1, sempre com aposta placé. Acabei ganhando ao todo vitoriosos cinco reais e vinte centavos! Foi divertido!
domingo, 27 de janeiro de 2008
Aulinha de teatro
Hoje foi minha primeira aulinha de teatro! Achei super legal que a Luana e a Leilane resolveram fazer o curso comigo. Acordamos cedo e fomos juntas à escola. A Dona selma, como sempre, nos recebeu como uma mãezona. O problema é que hoje não era bem o primeiro dia, mas o último dos alunos da turma anterior. Mesmo assim ficamos para ter uma idéia do curso. Fazia tanto tempo que eu não pegava aulinhas assim (pois as de mestrado são completamente diferentes), que fiquei super empolgada. Sentir o sabor de conversar na sala de aula novamente e me sentir como nos tempos da faculdade foi uma delícia. Fiquei planejando comprar meu caderninho e tudo... Encontramos a Roberta, que estava na mesma situação que a gente e logo se enturmou conosco. Nós já nos conhecíamos de vista, pois havíamos nos cruzado em testes. Num intervalo de aula fomos nós quatro dar uma volta e fomos meio que assaltadas. Nem posso dizer que foi exatamente um assalto, porque naquela situação foi mais uma folga imensa do cara. Ele foi chegando pra cima da gente e dizendo: "Sem problemas, vão passando as notas." Eu não entendi e perguntei o que ele queria e ele repetiu "as notas". Aí eu gritei pras meninas: "Vamos correr!" Corremos e entramos num restaurante. Muito folgado o cara.
Depois saímos pra almoçar na padaria. Na volta, a Dona Selma estava na esquina do outro quarteirão parada. Estava esperando a gente voltar. Realmente é uma mãezona. Voltamos pra escola. A aula de interpretação era sobre Brecht. Depois o professor, Régis, nos introduziu ao conteúdo do próximo módulo: Artaud. Eu questionei tanto que a Luana disse que tinha que colocar fita adesiva na minha boca, como a foto que temos da aula do Signates. Por algum motivo secreto, sala de aula é para mim um lugar muito propício a conversas.
No final da tarde, fomos ao McDonalds só para pegar a Pucca do McLanche Feliz. Como não tinha a mais bonitinha, peguei a do sorrisão. Depois dei-a para a Luana, que está colecionando. Até fiz uma sessão de fotos da coleção de Puccas dela. À noite, entre a mulherada na sala de TV, estávamos eu, Luana e Iasmine reclamando de sono. Eu me segurava para não dormir, para conseguir pegar no sono mais tarde e regular meu horário. Quando voltei para meu quarto e comecei a me organizar para dormir, alguém bate na porta do meu quarto. Eram a Luana e a Iasmine, perguntando se eu tinha ouvido o barraco no prédio ao lado. Eu não. Fomos pro quarto da Iasmine tentar ouvir o escândalo que envolvia um casal e duas mães-sogras. Mas parece que o barraco tinha acabado. Acabamos batendo papo até 3 da manhã. Isso porque éramos nós que reclamamos de sono o dia inteiro. Brincamos dizendo que poderíamos justificar a noite insone explicando que o barraco dos vizinhos não nos deixara dormir.
Agora pra coisa ficar engraçada mesmo, só falta alguém vir comentar no meu blog que eu não posso intitular este tópico de "aulinha de teatro", porque a aula é boa, então tenho que chamar de aulão. Dai-me paciência, ó Deus.
Depois saímos pra almoçar na padaria. Na volta, a Dona Selma estava na esquina do outro quarteirão parada. Estava esperando a gente voltar. Realmente é uma mãezona. Voltamos pra escola. A aula de interpretação era sobre Brecht. Depois o professor, Régis, nos introduziu ao conteúdo do próximo módulo: Artaud. Eu questionei tanto que a Luana disse que tinha que colocar fita adesiva na minha boca, como a foto que temos da aula do Signates. Por algum motivo secreto, sala de aula é para mim um lugar muito propício a conversas.
No final da tarde, fomos ao McDonalds só para pegar a Pucca do McLanche Feliz. Como não tinha a mais bonitinha, peguei a do sorrisão. Depois dei-a para a Luana, que está colecionando. Até fiz uma sessão de fotos da coleção de Puccas dela. À noite, entre a mulherada na sala de TV, estávamos eu, Luana e Iasmine reclamando de sono. Eu me segurava para não dormir, para conseguir pegar no sono mais tarde e regular meu horário. Quando voltei para meu quarto e comecei a me organizar para dormir, alguém bate na porta do meu quarto. Eram a Luana e a Iasmine, perguntando se eu tinha ouvido o barraco no prédio ao lado. Eu não. Fomos pro quarto da Iasmine tentar ouvir o escândalo que envolvia um casal e duas mães-sogras. Mas parece que o barraco tinha acabado. Acabamos batendo papo até 3 da manhã. Isso porque éramos nós que reclamamos de sono o dia inteiro. Brincamos dizendo que poderíamos justificar a noite insone explicando que o barraco dos vizinhos não nos deixara dormir.
Agora pra coisa ficar engraçada mesmo, só falta alguém vir comentar no meu blog que eu não posso intitular este tópico de "aulinha de teatro", porque a aula é boa, então tenho que chamar de aulão. Dai-me paciência, ó Deus.
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