
De volta ao Rio. A viagem foi cansativa. Costumo fazê-la tranquilamente à noite. É apenas o tempo de dormir e acordar. Mas à tarde as horas não passam. As duas revistas femininas, a revista de palavras cruzadas, o churrasquinho com queijo no pão e as comidinhas que recebemos não conseguiram me entreter. Pior: só me enjoaram. Ainda por cima sentei perto do banheiro. O cheiro é nojento.
Enfim, vou soltar outras bolhinhas de São Paulo, que não pude soltar no período em que estava lá, porque estava quase desconectada e desblogada:
Terça-feira foi minha reunião com a editora. São boas as perspectivas. A editora ficou muito interessada no projeto. Disse que só precisa ver com a diretoria questões de custo e de calendário. Agora é torcer e aguardar a resposta!
Assisti vários videos antigos da família. Tem meu pai na neve. Tem a Priscilla na época em que morava nos EUA. Tem aniversário da Hannah de 5 anos. Tem Thiago gritando com boca de hipopótamo. Tem Marina e Matt em São Paulo. Tem eu e Julia no aniversário de um aninho da Melissa.
Outro dia eu estava no shopping Santa Cruz, olhando as vitrines, quando um casal de velhinhos entra na minha frente. Faço o desvio e continuo andando. Um tempo depois sou abordada pela senhorinha. Ela pergunta se meu nome é Laura. Respondo que não. Ela me explica que o neto dela está namorando uma garota nissei, que, de acordo com a descrição dele, se veste como eu, é miudinha e freqüenta aquele lugar. Quando ela me viu, pensou que fosse eu. Não sou. Acho graça da senhora que caça a neta-nora no shopping. Deve ser a primeira namoradinha do neto adolescente. Avó curiosa. E simpática, também. Me lembra a Dona Ângela.
